É o primeiro trabalho do Grupo Pedras, estreou em 2002, na Casa Mercado 45. Foi criado a partir do espetáculo de formatura de Helena Stewart, “Pedras aprendem silêncio neles”, no Curso de Direção Teatral da UFRJ. A pesquisa dramatúrgica partiu da poesia para criar um universo lírico e cômico, buscando novas formas de escuta poética. A peça reúne textos de Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade, Luis da Câmara Cascudo, Matsuo Bashô, Cecília Meireles, Paulo Leminski, entre outros. Os atores mergulharam na arte da bufonaria e da palhaçaria, sob a orientação de Juliana Jardim e Marcio Libar, para darem vida a figuras demasiadamente humanas. Deste universo, surgiram personagens inspirados, em especial, pela poesia de Manoel de Barros. São andarilhos que revelam uma fábula atemporal, uma realidade quase onírica, recriada a partir do inútil, do lixo, daquilo que estaria depois do fim. Os restos de memória do que um dia foram.



